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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pais: ajudam ou atrapalham na formação de um atleta de futebol?

   

Quando o assunto é “pais”, logo pensamos em família unida, amor, carinho, segurança, exemplo, educação, etc. O amor envolvido em uma relação saudável de pais e filhos é incondicional, único, adimensional, divino até. Talvez seja por isso que quando ouvimos alguma notícia sobre pais que maltratam ou até mesmo matam seus filhos (como, anos atrás, o triste caso da menina Isabela Nardoni), ficamos revoltados, enfurecidos com tamanha atrocidade. É nesse ponto que vem nossa indagação àqueles que são pais: até que ponto eles não estão “matando” o futuro de seus filhos?

A questão, é claro, tem um cunho figurativo e dirige-se especificamente ao futebol competitivo de base (já que é esse o contexto em que nós autores estamos envolvidos!). Peguemos um exemplo prático: qual é a atitude esperada por um pai, quando seu filho, que faz parte do elenco de uma determinada equipe, é orientado a treinar em outra posição que não a sua habitual? Opção 1 - Ficar contente com a possibilidade do filho aprender uma nova função? 2 - Apoiar a decisão do treinador em detrimento da sua própria (caso seja contrário a isso!)? 3 - Ficar enraivecido, questionando o treinador de forma infundada não dando direito à réplica, tachando-o de “burro”?

Infelizmente, a opção “3” é, sem sombra de dúvidas, a mais presente.
O que nos conforta (ou não!) é o fato de esse comportamento não ser adotado para outras áreas nessa mesma intensidade. Caso contrário, teríamos um aumento de demanda no sistema de saúde público. Afinal, já pensou se toda vez que esses mesmos pais fossem ao médico tratar seus filhos e o doutor recomendasse um remédio que o jovem nunca usou, o pai tivesse o mesmo comportamento? Por que a atitude do pai é diferente com o médico e com o profissional de educação física?

Infelizmente, temos que admitir que nós, profissionais da área de educação física, somos um tanto quanto culpados por isso, afinal é grande o número de maus profissionais trabalhando com futebol de base (grande parte deles não graduados!). Todavia, quase nunca o conhecimento teórico e experiência profissional, (independente do quão profundo sejam) vencem esse tipo de pai. Em nosso exemplo, o pai não se sente no direito de discutir com o médico, afinal o doutor estudou, se formou e sabe o que está falando, não tendo o pai conhecimento suficiente para questionar. Porque no futebol tem que ser diferente? O pai estudou futebol? Sabe de pedagogia, treinamento, fisiologia, biomecânica, processo maturacional, tática, etc? Ou apenas repete o senso comum e se sente o dono da verdade? Paradoxalmente, esse mesmo pai “questionador” deixa seu filho ir morar longe de casa com apenas 15 anos (para não falar dos casos de 12 ou 13 anos!) sem saber em quais condições ele ficará hospedado e quem serão seus responsáveis, sujeitando sua prole a condições insalubres, pedofilia, etc.




Passada essa fase introdutória, faremos agora uma classificação dos “tipos de pais”, relacionando-os com o futuro de seus respectivos “filhos-atletas”. É importante ressaltar que essa classificação é totalmente arbitrária e baseada em nossa experiência prática.

1- Pai Desinteressado: aqueles que nunca assistem a um jogo ou treino do filho e, pior do que isso, (afinal, às vezes, a condição social ou mesmo a distância, impedem que isso seja possível) nunca se preocupam em saber como “as coisas estão”.

2- Pai Treinador: aqueles que praticam ou praticaram o mesmo esporte que o filho e sentem-se no direito de orientar o mesmo, sobrepujando a função do técnico. Geralmente, cumprem essa tarefa nos horários extra-campo. O jovem sente-se confuso sobre quem seguir (o técnico ou o pai), atrapalhando o trabalho do profissional e do atleta. A quantidade de informações conflitantes e a pressão exercida por esse tipo de pai são responsáveis pela desistência de muitos jovens talentos.

3- Pai de Alambrado: clássicos! Ficam no alambrado esbravejando enquanto os filhos jogam. Dispõem de enormes cordas vocais e vocabulário “nobre” para indicarem as melhores jogadas durante a partida. Narram o jogo e endoidecem quando seus filhos não fazem aquilo que foi ordenado. Normalmente atacam a arbitragem inescrupulosamente.

4- Pai Fanático: nunca aceitam a decisão do treinador. Não estão nem um pouco preocupados com o desenvolvimento da equipe. Se os seus filhos estiverem entre os “titulares”, está tudo ótimo: afinal, seus filhos são craques!

5- Pai Frustado: a Psicologia já tem um consenso acerca desse tipo de pai - “Projeção”. Tentaram ser atleta profissional um dia e não conseguiram. O problema é que mesmo adultos continuam tentando através de seus filhos. Fazem de tudo para que seus filhos sejam jogadores de futebol, muitas vezes coagindo os jovens a continuar treinando.

6- Pai Consciente: casos raros. Buscam o melhor para o filho, tanto em relação aos profissionais que estão formando-o, quanto em relação à filosofia de trabalho da Instituição que o mesmo está vinculado. Preocupam-se com o futuro do filho, exigindo que o mesmo estude. Aceitam de forma saudável a admiração que seu filho passa a ter pelo comandante (se esse fizer por merecer é claro!) dentro de campo. Limitam-se a torcer pelo filho e a responder perguntas que lhe são feitas acerca da partida. Nunca jogam o técnico contra o filho e orientam-no a questionar em caso de dúvidas e/ou insatisfações. São porta-vozes para a comissão técnica acerca do contexto do jovem em outros ambientes que não o futebol (escola, família, saúde, problemas financeiros). Evitam paralelismo com o esporte profissional (não alimentando ilusões). Não interferem naquilo que o treinador pediu, comemoram êxitos sem euforia desmedida e fracassos desportivos como aprendizagem para a vida. Ajudam a formar cidadãos dentro e fora do campo, dando exemplo de comportamento e educação, respeitando os árbitros os adversários e os colegas de seus filhos.


Para finalizar, voltemos à pergunta inicial: “Os pais podem ‘matar’ o futuro do seu filho?”. Infelizmente, pelo exposto, fica claro que sim. Todavia, a recíproca não é verdadeira e um “pai consciente” (de acordo com a nossa classificação) não garante o sucesso do atleta dentro de campo. A opção a ser escolhida está nas mãos dos pais e deve ser pensada com carinho, afinal, está por definir o futuro da pessoa que o mesmo mais ama. Um abraço a todos!

*Renato Buscariolli de Oliveira é Bacharel em Treinamento Desportivo e mestrando em Biologia Funcional e Molecular - UNICAMP

Autoria de: William Sander Figueiredo, Fábio Augusto Junqueira Fontão e Renato Buscariolli de Oliveira.

domingo, 7 de junho de 2015

Cinco itens essenciais para uma carreira bem sucedida!


Uma carreira profissional bem solidificada tem por base um planejamento bem formulado que oriente a pessoa pelo árduo caminho que foi traçado. Se você deseja se destacar na sua carreira profissional como jogador, é preciso ter um bom plano de ação, que será a maneira de conseguir chegar até os seus objetivos. O problema é que muitos atletas encararam suas carreiras como algo que vai com o vento, se preocupando apenas com o condicionamento físico. Obviamente esta é uma parte imprescindível, porém, outros pontos devem ser atentamente observados. Atrelando os dois, você será presenteado com as consequências de um planejamento bem preparado.

Com esta junção de prioridades, há cinco maneiras que as englobam e podem fazer com que sua carreira profissional acelere, te deixando mais perto de conquistar o tão sonhado lugar no topo onde todos querem estar.

A primeira maneira de deixar os seus planos mais eficientes é conhecer a fundo as próprias habilidades e, com isso, elaborar um plano que invista nas áreas que precisam de uma melhora apropriada para a sua função dentro de campo. Não somente isso, mas realizar a manutenção daquilo que pode ser considerado como um atrativo em suas atribuições.

Ter foco é a segunda maneira, é um catalisador dos processos evolutivos profissionais. Aliás, o foco e a determinação, pois os dois possuem um encaixe excelente quando trabalham juntos. Focando-se incessantemente nas atividades que te deixarão com melhor desempenho em sua profissão, sempre praticando para chegar a excelência. O fato de você se destacar de seus companheiros de profissão tem um de seus pés fincados na busca concreta pela maximização de suas qualidades. Enquanto há uns saindo mais cedo dos treinamentos, você poderá passar um tempinho a mais exercitando o que foi aprendido. A obstinação é um caminho para chegar ao topo.

Esta parte, a terceira, tem como finalidade empregar o trabalho em equipe equilibrado junto com os desejos pessoais de obter sucesso. É notável no mundo futebolístico que ser bem sucedido só é possível dentro de um bom trabalho conjunto. Se você não atentar para isso, poderá acabar desenvolvendo um individualismo que só irá atrasar o seu crescimento profissional. Pegamos o exemplo do melhor jogador de futebol do mundo, o argentino Lionel Messi. Ele joga num time em que toda a tática engloba as diferentes peças e os setores em campo, fazendo do time trabalhar de modo integrado e harmônico. Ele não é o melhor apenas por si mesmo, a equipe que o sustenta fez com que chegasse ao topo. E, provavelmente, isso é do seu conhecimento. Portanto, saiba que para chegar até lá de forma mais rápida, unir-se ao time é essencial.

Respeito. A quarta maneira trata diretamente com esta saudável característica de uma personalidade. Respeito dentro de campo, fora dele, dentro do clube, fora dele também. Isso vale para todas as profissões. Montar uma imagem íntegra do seu caráter faz muita diferença e não há melhor forma de tê-la do que ser aquilo que sua imagem deveria projetar. Com este item na sua carreira, haverá uma criação de respeito mútuo no âmbito profissional. Isso só alavancará suas chances de crescer, aliado ao seu talento, organização e obstinação.

Por último, o principal de tudo: o treinamento. Sem isso as suas habilidades nunca serão desenvolvidas e nunca é demais repetir este conselho e o que ele emprega. Por isso, sempre treine e depois continue treinando, para em seguida treinar novamente. Claro, reserve um tempo pra você mesmo, mas, nunca tire o foco da necessidade que você tem de aprimorar os seus potenciais, aquilo que fará de você ter uma grande carreira profissional bem sucedida.

Para ajudá-lo, nessa árdua caminhada, procure profissionais qualificados e BOA SORTE!!! 

SUB-9: Lusa, superior, derrota Gremetal em casa!




Numa manhã inspirada os atletas da portuguesa venceram nosso Gremetal por 5 a 1.

O jogo começou num ritmo alucinante e nossa sorte poderia ser muito positiva caso os gols tivessem saído no início do jogo. O ataque perdeu gols importantes que poderiam ter nos dados a vantagem logo nos primeiros minutos de jogo.

Mas a Portuguesa não desperdiçou e saiu na frente no primeiro tempo, fechando os 5 primeiros minutos em 1 a 0. Durante todo o decorrer do jogo a Lusa esteve superior e garantiu a vitória ampliando o placar em 5 gols, coube ao Gremetal anotar apenas um tento, diminuindo a vantagem.

Cometemos muitos erros, principalmente na defesa. O ataque não funcionou, desperdiçou gols preciosos, que poderiam ter mudado a história do jogo, mas como o que vale no futebol são bolas na rede, ficamos devendo e muito.

O que colhemos de positivo é que o time manteve o padrão de toque de bola e temos notado que o jogo em quadra grande, hoje, beneficia a forma que o time joga. E isto é bom para as finais, porém, precisamos chegar as finais, se classificar. O professor Biscoito trabalha duro para que o time mantenha o mesmo nível em jogos distintos. Porém, são crianças, e se para nós adultos é difícil desassociar os títulos recentes da continuidade de outros campeonatos, imagine para eles.


Não devemos, também, tirar os méritos do adversário que soube explorar os poucos espaços da quadra pequena e aproveitar as oportunidades que tiveram nos pés. Destaque para o golaço do atleta Fellipe, "pegou na veia" e meteu no ângulo e para o goleiro Guilherme, um excelente atleta, muito difícil de ser batido embaixo da trave, que sai muito bem do gol e ainda chuta com muito perigo, resumindo, um goleiraço.

Os gols foram anotados por Rannier, Fellipe (3) e Miguel pela Portuguesa e Carlinhos diminuiu pelo Gremetal..


VAMOS AZULÃO FIRMES EM BUSCA DA CLASSIFICAÇÃO... 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Manchete de Jornal: Ficou tudo azul na Arena!

Hoje, nas páginas do Jornal Expresso Popular, de Santos foi publicada a matéria do título conquistado pelo sub-9, na Copa Aberta.

O Jornal destaca a igualdade entre as duas equipes e o grande duelo que foi a final da categoria, exaltando a equipe de Vila Mathias, nosso Gremetal.

SUB 9: Após o título, outra vitória no Paulista.




Após a "ressaca" de mais um título pela Liga Regional do Litoral (Copa Aberta 2015 - sub 9), o time entrou em quadra com o desafio de não perder o foco nos jogos subsequentes à decisão.

O prof. Carlos Nascimento (biscoito) chamou a atenção dos garotos sobre a necessidade de continuar focados na continuídade crescente da equipe, afinal de contas precisávamos muito dos pontos da partida contra o Portuários, na casa do adversário.

Os meninos entenderam o recado, e determinados, entraram na quadra nesse sábado passado (30/05) em busca do resultado que manteria a invencibilidade de 7 jogos em campoeonatos regionais e paulista.

Quem esteve presente, assistiu um jogaço. O time adversário estava disposto a não facilitar, então, o jogo se tornou uma "batalha". Disputado minuto a minuto a ordem do placar ia se alternando, o Portuários saiu na frente. Viramos o jogo. O Portuários empatou,  e em muitas ações teve a chance de passar a frente no placar, novamente. Mas, predominou a garra do time azulão.

A quadra, muito escorregadia, não ajudava. Os atletas não conseguiam se manter em pé, perdendo muitos lances devido o acúmulo de areia no solo. Mas sobressaiu a raça, a vontade, a determinação do grupo que manteve o foco, e seguindo as orientações que vinham da comissão técnica mostraram um padrão de jogo bastante agressivo.



Os gols foram anotados por Kaue, Enzo, Diego, Gabriel e Andrey, pelo Gremetal, e Lucas, Pedro Henrique e Felipe, pelo Portuárias, consolidando um placar de 5 a 3, para o Azulão do Litoral.

O destaque ficou para o golaço anotado pelo atleta Andrey Dias #13 (carinhosamente apelidado de Batoré, pelo prof. Biscoito). O garoto robou a bola no meio de quadra, avançou com velocidade e na saída do goleiro meteu uma "cavadinha" digna de atletas profissionais. A bola em trajetória elíptica encobriu o goleiro morrendo no fundo do gol, para delírio da galera azul, nas arquibancadas.



Não desmerecendo os demais gol, que forma, também de suma importância. para a vitória. Mas esse, um golaço, literalmente, que sozinho já valeria apena ter assistido o jogo.

PARABÉNS ANDREY (Batoré, rs)...

PARABÉNS GREMETAL... FIRME, RUMO A CLASSIFICAÇÃO..

domingo, 31 de maio de 2015

SUB 8: Mais uma vitória... num jogo eletrizante lá se foi o Portuários.




Numa manhã nublada... Clássico da baixada e uma quadra que não fornecia condições nenhumas para a prática de um bom futebol - muito escorregadia devido a areia que o vento traz - o Gremetal sub-8 mostrou mais uma vez do que é capaz.

Um jogo que ficou marcado a grande força que os nossos meninos tem. Lutando do início ao fim, mostraram que além de um bom futebol, eles tem: Raça... Determinação... e além do mais, possuem um fator primordial para um time que busca ir muito longe em um campeonato: Poder de Reação!!!

Quem esteve na quadra do Portuários, nessa manhã de sábado, assistiram um jogo de perder o fôlego, literalmente.



Era um festival de gols perdidos para ambos os lados, ataque e defesa disputando, exaustivamente, a bola em cada jogada. Goleiros  sendo obrigado a trabalhar cosntantemente, praticaram grandes defesas, e assim, as torcidas alucinadas, motivavam os times a todo instante e gritaram muitas vezes: GOOOOLLL!!!

A síntese do jogo: Gremetal sai na frente, aos 2 min de jogo. Portuários empatou (03:15). Gremetal fez mais um (08:00). Portuários empatou novamente, aos 40 segs do terceiro tempo.  Aos 7:20, Portuários assumiu a vitória, mas nosso time é guerreiro, e com um golaço do nosso goleiro Murilo, num chute muito feliz do meio da quadra, empatamos aos 7:20. Não demorou para a pressão azul se concretizar, 30 segs depois fizemos o gol que nos levou a vitória.



Final de jogo, 4 a 3. Delírio geral... Vitória que levou os meninos sub-8 atingir 19 pontos em oito jogo, nos colocando em uma ótima posição da tabela: Quinta colocação em nosso grupo e sétima no geral.

Os gols do jogo foram anotados por: João Pedro, Miguel, Murilo e Gabriel, pelo Gremetal e Pedro e Matheus (2), pelo Portuários.

Sem mais.... GREMETAL TERROR DO LITORAL...








O artilheiro da Copa Aberta também é GREMETAL!



O troféu da artilharia da Copa Aberta Cidade de Santos, também ficou, indiretamente pelas bandas da Vila Mathias, no Gremetal.

Com 8 gols, Carlinhos conquistou o troféu jogando pelo Premiere, porém, o atleta está integrado a equipe sub-9 desde março de 2015 para jogar os campeonatos pelo GREMETAL. Apalavrado com a comissão técnica do PREMIERE, honrou sua palavra jogando com determinação pela equipe, inclusive fez dois gols no GREMETAL.



O garoto, que em 2014 atuava pelo Santos, se destacou durante todo o campeonato e não desperdiçou as chances que lhe apareceram, se distanciando dos oponentes, mesmo com o time ficando nas semi-finais, que por ironia do destino, perderam para o nosso Gremetal.

Uma curiosidade é que seus concorrentes, na disputa do troféu de artilheiro foram Gabriel (Gremetal) que terminou com 7 gols e Pedrão (Gremetal) que terminou o campeonato anotando 5 gols.

No Gremetal, Carlinhos joga de fixo e se destaca na marcação e distribuição das jogadas.

PARABÉNS CARLINHOS, o matador da Copa Aberta!!!